terça-feira, 14 de agosto de 2012

Quem é mais louco?

Outro dia estava na rua e deparei-me com um morador de rua, era um rapaz perambulando e falando sozinho.
A primeira coisa que passou pela minha cabeça: Coitado, parece louco.
No mesmo instante algo passou pela minha mente: Mas quem é mais louco? O morador de rua que fala sozinho ou aquela pessoa que trabalha mais de 12 horas diárias, não convive com as pessoas e depois gasta todo o seu dinheiro com médicos e remédios?
Quem é mais insano?
Quem é mais cego?
Quem está mais anestesiado?
O trabalho anestesia tanto quanto os entorpecentes, tudo isso é uma DROGA. Já falei sobre as drogas em um post anterior "O que lhe alimenta?".
A grande maioria leva a vida como uma luta e não precisa ser assim, ou desta forma. Tudo pode mudar se você mudar a sua visão de ver e fazer.
Cada um escolhe o caminho a ser percorrido, às vezes podemos achar que um morador de rua seja louco, ninguém sabe os motivos que o levou a isso. Buda em sua busca largou toda a riqueza material e foi perambular. Não digo isso querendo justificar ou até incentivar, apenas para dizer que é fácil julgar pela aparência das pessoas ou situações.
Vivemos em um mundo de "maya" (ilusão) e todos nós, sem exceção, queremos acreditar nesta ilusão. Por isso julgar não é necessário e sim questionar sobre o que estamos fazendo, quem somos nós e para que viemos?
Quem é mais louco?

Boas reflexões...
Namastê

4 comentários:

Thiago disse...

Rita,
Não encontrei um endereço de e-mail para lhe contatar de forma privada, portanto utilizo esse espaço para lhe agradecer pelo COMPÊNDIO de sabedoria e bem-estar que é o seu blog. Seus textos são como lanternas em meio à escuridão de um mundo conturbado. Identifiquei-me muito com suas propostas e comportamentos. Creio ser a simplicidade, a paciência, a compreensão e o amor as chaves para uma vida mais feliz. Parabéns! Mantenha o blog!

lvicaria disse...

Olá Rita, sou jornalista da revista Época e estou preparando uma reportagem sobre vida simples. Gostaria, se possível, de conversar com você por telefone para te explicar a minha pauta.
Obrigada, Luciana
lvicaria@edglobo.com.br

Flavio Souza disse...

Lendo seu texto, vi esse e lembrei de você.
===
AI MEU DOIDO DEUS!
O absoluto, o Inquestionável, o Simples, o Certo, o Indivisível, o que é — são o que É acerca de Jesus.
Jesus não cabe em nada.
E não nos deu alternativas além de duas:
Se entrarmos pela Porta Estreita Ele é Deus.
Se entrarmos pela Porta Larga Ele é um “ele” apenas; e deveria ser visto como Louco por todos nós; pois, não sendo assim, nós nos tornamos loucos não o considerando como tal, enquanto brincamos com Ele como se fosse Deus.
Ora, esta é a loucura da religião sem amor a Deus, e que se alimenta de si mesma como mágica espiritual.
Entretanto, o que Ele é e diz é Verdade!
Sim! O Doido é Deus!
Contra todas as perspectivas epistemológicas, filosóficas e cientificas; e todas elas emanadas do homem que julga Deus a partir de si mesmo, existe Verdade Absoluta; e esta não é aplicável ao andar do homem como Regra Absoluta Exterior num mundo caído em total relatividade; mas é totalmente experienciável por qualquer homem [mesmo neste mundo caído] como andar no amor de Deus; e isto em razão de que o Absoluto não cabe no exterior e nem tampouco na cabeça, mas se faz o É no interior; e isto enquanto se anda no chão das relatividades exteriores.
O Jesus Louco não pode ser internado porque tem o dom de curar e seu surto é manso e humilde de coração, portanto, é inofensivo aos negócios e útil para manter as massas ingênuas sob o anestésico da devoção.
Sim! Esse “Jesus” é o Dormonid dos fiéis à sua própria loucura e medo, e que nos braços do Louco da Paz descansam de suas agonias — só o Louco para acalmar os surtados menores.
Mas esse Doido não é Deus. Esse Louco é apenas útil. Afinal, quem na terra foi mais cheio de bondade e amor pelos coitados do que o Doido?
Entretanto, o Doido só faz bem quando é Deus. Por isso, o Louco é o Patrono do Cristianismo sem Deus. Daí tantas doenças em tal Casa!
Toda-via, quando o Louco se torna Louvado pelos sentidos da fé, então de Doido vai a Deus, e tudo o mais se torna Sabedoria de Deus Nele; e, além disso, pela prática da fé confiante em Seu amor, se experimenta todas as certezas — tais como: pedir e receber; bater e ver abrir; olhar com fé e ver acontecer; descansar e assistir a solução; amar e vencer; perdoar e harmonizar todos os anjos em seu favor; fazer-se criança e ver a face do Pai que está nos céus; perdoar até o impensável e ficar cada vez mais forte; discernir a fraqueza e se tornar elevado na Graça; ser honesto com a Queda e provar o espírito vivificante; crer que a Palavra criou o Universo e ver que o mesmo milagre cria mundos hoje.
Assim, decida:
Exista para o Doido Bonzinho e torne-se um doido mauzinho.
Viva para o Deus que É e torne-se um homem que cresce para além de Adão, e entra no poder Daquele que é Verdade vivificante.
Nele, em Quem todo aquele que crê não teme nunca mais,
Caio - 30/08/07 – Manaus – AM
www.caiofabio.net
www.vemevetv.com.br

Anônimo disse...

Já fiz estea mesma indagação, isto é, se é racional construirmos um lar confortável e aprazível se lá ficamos pouquíssimas horas. Em muitos casos é só um lugar pra dormir e toamr o café da manhâ (estilo pousada).
Passamos a maior parte do tempo em um lugar com pesoas que não conhecemos, realizando tarefas chatas e repetitivas e não podendo ser nós mesmos. Isto é racional ? Por isso decidi priorizar minha casa, minha família e meu bem-estar. Acredito já ter atingido um patamar financeiro e material satisfatório que me permite pensar em outras coisas.