domingo, 10 de agosto de 2008

Mulher moderna

"Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas! E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provarnão-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela. Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado)podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante".
(Martha Medeiros)

Isso serve para os homens também ;)
Namastê

sábado, 2 de agosto de 2008

Seguir o caminho

Vocês já ouviram falar em seguir, trilhar o caminho?
Pois é, pra mim é como se fosse um mantra. O caminho pra mim é praticamente a mesma coisa que destino, ou seja, o nosso destino trilhado por nós mesmos. Daí a pergunta: Mas que caminho eu devo seguir?
Como o caminho é de cada um, eu digo pra mim mesma: O caminho do coração.
Primeiramente é necessário limpar a mente, deixá-la calma e serena, pois com a mente calma você conseguirá ver o que o seu coração quer dizer, com a mente cheia você só verá o que a mente quer, ou seja, muita confusão.
São nessas horas que você se enfia em um turbilhão de desafios. Você é movido a desafios?
Esta era a frase muito dita por mim no passado. Hoje eu vejo os desafios com outros olhos. Antigamente é como se a rotina me matasse e se não tivesse desafios, de nada valia. Hoje eu vejo que eu mal dava conta dos desafios que me davam e logo já procurava por outros. Muita prepotência, não?
Para meus olhos de hoje, o desafio está aí para instigar, perturbar, confundir nossa mente e com isso confunde todo nosso espírito e coração, ficando muito mais difícil de seguir o seu caminho.
É muito importante você estar muito certo de seu caminho para não ter arrependimentos depois. Ficar pulando de galho em galho sem estar centrado no seu caminho, é sinal que estará andando em círculos. Entretanto, é satisfatório quando você encontra e trilha seu caminho, mas saiba que sempre terá conseqüências, entre abdicar certas coisas apegadas ao passado, matérias, conceitos e valores. Nossos pais são os responsáveis da primeira fase de nossa vida que vai até uns sete anos, em minha opinião, depois disso muito vem de fora, mas a base é passada primeiramente por eles. É claro que ninguém é perfeito, nem eles, por isso não é de se esperar que tudo o que eles passaram para nós seria perfeito, inclusive seu caminho. Por isso é tão difícil você se libertar dessas amarras, pois estão com você há tempos.
Um passo importante para começar a seguir o caminho é DESAPEGAR-SE. O desapego vem de diversas fontes: sentimentos, bens materiais, pessoas, reconhecimento... Isso não quer dizer que você deva se isolar do mundo e virar um eremita. É saber deixar livre o que quer que seja, deixe cada sentimento, matéria... seguir o seu fluxo, o seu caminho e você siga o seu.
Como fazer para descobrir o seu caminho?
Só você saberá como chegar a ele, o caminho é individual. Recomendo muita meditação, paz de espírito e amor na alma e no coração.

Namastê