sexta-feira, 29 de maio de 2009

Aprendiz de quê?

Ontem foi o último episódio do "Aprendiz Universitário" do queridíssimo R. J. Eu não assisti a nenhum episódio, somente o de ontem, tava zapeando caí por lá e fiquei. Foi uma boa distração mas no final veio uma revolta.

Explico: havia duas candidatas na final, com personalidades opostas, como se fosse o Yin e o Yang. Uma sabe trabalhar em equipe, é mais humana, envolve a todos, tem 25 anos, é mais centrada e a equipe estava satisfeita com o desempenho. A outra individualista, líder dela mesma, prepotente, impetuosa, 20 anos. Não acompanhei o programa todo, acho que não teria estômago para tanto, mas foi interessante ver como funciona a mente deste mundo corporativo.

Adivinhe quem ganhou o milhão, mais R$ 10.000,00 por mês e um carro da fiat?

Quem?

É claro que foi a impetuosa de 20 anos. Alguma dúvida?

Só ficou mais claro, por mais que as empresas falem de "Qualidade de vida", "trabalho em equipe", "cooperação" e mais blás blás blás... no final quem sai ganhando é o que fala mais alto, aquele que bate na mesa, passa por cima de tudo e de todos - até dos próprios valores - vende a mãe, mostra que tem sangue nas veias e estômago.

Isso só me provou que realmente eu estava no caminho errado e que não duraria muito, como foi o que aconteceu, hoje mais centrada, trabalho com algo que realmente acredito e sigo meus valores - com a graça de DEUS!

Até quando as pessoas continuarão cegas ao ponto de vender suas vidas para isso? Vale a pena? Pra mim a menina que perdeu foi a que venceu, pois trabalhar em um lugar onde se presa a impetuosidade, o individualismo, o egoísmo... sinceramente, não seria feliz. Agora só penso na outra que ganhou, 20 anos, prepotente e agora mais um pouco, porque ninguém segura mais essa menina. O que será deste pobre ser? Pobre de espírito diga-se de passagem, pois, está com o bolso bem cheio de dinheiro nesse momento. Daqui uns 10 anos se ela continuar nesse ritmo vai estourar em uma hipertensão, diabetes e colesterol alto, isso se não acarretar em uma depressão e outros problemas psicossomáticos que com certeza aparecerão em sua vida.

Quem sabe ela não me procure para consertar o que esse programa vai estragar? Isso se já não estragou.

Se você vive nesse ritmo, pense a respeito do que está fazendo de sua vida. Aliás: você vive a vida ou está simplesmente passando por ela?

Boas reflexões.
Namastê

4 comentários:

Anônimo disse...

A mesma coisa aconteceu comigo. Nunca parei pra assistir nenhum episódia daquele programa e fui assistir justamente o último para minha grande decepção. O que foi aquilo? No lugar do Roberto Justus, eu teria vergonha de voltar a televisão depois daquela decisão. Será que ele realmente estava em pleno juízo? Será durante a escovação dos cabelos, ele não queimou os miolos? Só pode!

Mariana B. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mariana B. disse...

E depois ninguém entende pq os SAC(s) da vida, estouram em reclamacoes e duvidas. São poucas as empresas que tratam seus consumidores como pessoas, para elas, eles apenas representam números, potenciais de compra. Afinal quem lidera, digo, quem MANDA geralmente não olha pro próximo nao é ?

abraços!

Paloma disse...

Antes de fazer parte do mundo corporativo, eu me divertia assistindo "O Aprendiz". Mas, depois que passei a estar nele, o programa perdeu a graça. Porque hoje eu vivo essas situações. De fora, era coisa. De dentro, bem outra. Eu também me pergunto o motivo de tudo isso...bjos