segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Mudanças, até onde é bom?

Hoje em dia, todos falam sobre mundaças. Como é bom mudar, que mudar faz bem pois mexe nas energias e tira a poeira, que precisamos ser flexíveis a todo momento e a todo instante...

Jogo a questão no ar... até onde é bom mudar?

Mexer em algo que está parado há muito tempo, traz conseqüências, boas ou ruins, pois nunca sabemos o resultado deste movimento. Mudar o que não está bom é um bom começo, e mudar o que está bom? Ferir a expressão: "Em time que está ganhando não se mexe?" É bom também? Mudar para melhor? Mudar e piorar e depois se arrepender...? Tudo tem uma conseqüência, um resultado, um preço a pagar.

As mudanças podem ser internas e externas. Uma simples mudança no guarda-roupa pode gerar grandes resultados, é uma mudança externa com resultado interno. Toda mudança gera uma resposta, um aprendizado, um destino. Agora, a pergunta que não quer calar: até onde é bom?

No momento da mudança, seu corpo, sua atenção, sua vida sai da sintonia anterior e fica um turbilhão, mexer no que estava parado levanta poeira e tudo vem a tona. Até encontrar o estágio de serenidade leva um tempo. Imagine um lago sereno refletindo o reflexo da lua, se uma criança jogar uma pedrinha neste lago, o mesmo ficará turvo e levará um tempo até ficar sereno de novo. Com um detalhe, agora tem uma pedrinha a mais neste lago. O que mudou? Entende onde quero chegar? Até onde essas mudanças farão diferença na sua vida e até onde foi preciso essa movimentação? Nem todas mudanças são necessárias, criar raízes também é bom. Ter sossego e PAZ... primordial.

Pessoas que mudam constantemente, que a todo momento querem fazer uma mudança em qualquer quesito de sua vida... nem sempre é positivo, pode mostrar uma tendência a insatisfação pessoal. Em vez de ficar mudando a todo momento, de estado civil, de humor, de casa, de cabelo, de idéia, de namorado(a)... que tal começar a mudar internamente? O sentir-se pleno, de bem consigo mesmo não gera tantas mudanças. Analise antes de dar o primeiro passo, principalmente se for na impulsividade. Aliás a ação impulsiva já demonstra o desequilíbrio pessoal.

O próprio compromisso é uma forma de mudar a sua vida de um jeito benéfico, comprometer-se é dizer para si que não quer mudar de parceiro(a), que sente-se pleno pelo relacionamento em que vive. É mudar para não mudar mais, pelo menos até enquanto o relacionamento durar, mas é um acordo que você faz com a sua alma, o coração e com a sua mente e é claro com a pessoa que está contigo.

Tudo tem um limite, até para as mudanças. Pois tem momentos em que é preciso mudar, mudar hábitos como fumar, pois quer ser mãe; mudar de cidade, pois o marido foi promovido; mudar de casa, pois fará uma reforma na casa atual; mudar de estado civil, porque vai CASAR! São mudanças benéficas, que terão seus resultados, mas suas raízes, valores e sentimentos continuam ali. Por outro lado, ficar na letargia vivendo a mesmice de sempre e ser infeliz, ficar ruminando a decepção com o ser humano, querer uma vida de volta que não pode ter mais e culpar os outros, é complexo de vítima e falta de vergonha na cara.

Se é preciso mudar, que mude consciente do que está fazendo e pronto para pagar o preço. Se quer ficar do jeito que está, fique consciente do que está fazendo e pronto para pagar o preço. Viu como as mudanças dos fatores não alteram o resultado?

Tenha bom senso para mudar quando for preciso e bom senso para ficar na sua quando é para estar mesmo e sempre manter-se sereno, em paz e com muita harmonia.

Yogui Bhajan disse: "Seu lar é o seu coração, por isso estará bem em qualquer lugar."

Aqui relata um ser que desde 2001, em São Paulo, já mudou 7 vezes de residência e agora quer paz.

Namastê

Um comentário:

Débora Rubin disse...

Isso aí, Santa Rita! Vc fala com conhecimento de causa. Afinal, não foram só mudanças de casa né? Vc promoveu uma mega mudança de profissão tb, mudou o rumo sem perder o prumo!
São mudanças e mudanças. Como vc disse, algumas necessárias, outras não.
Escreve maaaaaaais! rs
beijocas