segunda-feira, 8 de junho de 2009

Eterno namoro

Este texto não é de minha autoria, entretanto é interessante estar aqui por uma vida mais simples ;)

Uma das causas apontadas para as separações conjugais tem sido o tédio. Aos poucos, a relação que era cálida, doce, vai assumindo um caráter de mesmice, cansaço e rotina.
 
Os dias do namoro parecem longínquos, quase apagados, surgindo na tela mental como lembranças ligeiras, vez que outra. 
 
São os filhos que surgem, exigindo cuidados e atenções. É o trabalho profissional que requisita redobrado empenho. São as tarefas domésticas, repetitivas e cansativas. 
 
Com tudo isto, cada cônjuge vai realizando o que lhe compete, qual se fosse um autômato, um robô. 
 
Nada que escape à rotina das horas e dos dias. Até o lazer do final de semana, as visitas aos pais de um e de outro, seguem programação prévia, com dia e hora marcadas. 
 
Não é de admirar que os anos tragam para o aconchego do casal o tédio. Com ele, o desinteresse pelo outro, o relaxamento nas relações e a frieza.

Observando, no entanto, essas relações conjugais duradouras, que completam bodas de prata, de ouro, temos que convir que é possível manter acesa a chama do amor, no transcorrer dos anos. 
 
O amor pode ser comparado a delicada flor, necessitada de cuidados constantes a fim de não fenecer. 
 
O romantismo que caracteriza o período do namoro deve ser mantido. 
 
Importante não abandoná-lo à conta de conceitos como: Isto é para os jovens ou Já passou o meu tempo. 

Existem atitudes mínimas que dão um especial sabor e um quê de novidade ao relacionamento. 
 
Um telefonema, em plena tarde, inesperado, somente para indagar: Como passa minha amada? 
 
Uma flor colhida no jardim, no frescor da manhã e colocada à mesa do café. Um toque diferente. 
 
Levantar-se antes do outro, preparar uma bandeja com carinho e servir o café na cama. Quantas mulheres sonham com tal deferência! 
 
Um final de semana inédito. Por que não deixar as crianças com os avós ou com a babá e sair para um passeio a dois, redescobrindo a lua, contando estrelas, a ver se o bom Deus já não providenciou outras tantas, desde a época do namoro... 
 
Surpreender o afeto com uma declaração de amor, uma observação gentil ao cabelo, ao traje. 
 
Pequeninas coisas. Quase insignificantes. Mas que fazem a grande diferença entre a rotina e o delicado e perene tempero do amor que nunca fenece. 
 
* * * 
 
Aproveite as horas enquanto você segue lado a lado com seu amor e fale-lhe do que sente, de como ele é importante em sua vida. 
 
Não permita que o tempo transcorra sem um gesto de carinho, uma palavra de ternura. 
 
Decida-se por reviver os dias do namoro, sempre novos, uma descoberta constante do outro. 
 
Não deixe para amanhã, nem programe para o dia do aniversário. Execute hoje, agora, enquanto é tempo pois que ninguém sabe a hora da partida, quando ficarão somente muitas palavras não ditas, muitos abraços não dados e uma saudade de tudo que não se demonstrou para o outro em afetividade, amor e dedicação.


Namastê

Um comentário:

Dani disse...

Ai ai... que lindo!
Sabe, não tenho esse costume, mas 1 min antes de ler esse post liguei para meu amado só para dizer isso.
Que eu o amava!
Ai... como isso me fez bem!