quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Desprendimento material

Olá pessoal,
É eu sei, escrevi ontem, mas conversando com uma amiga veio a idéia de escrever sobre o despreendimento material, totalmente linkado com o Robert Happé.

As pessoas seriam muito mais felizes se parassem de se preocupar tanto com o dinheiro ou com o bem material, ou com aquilo que "ainda" não possuem. Satisfazer esse "vazio" é uma loucura, pois é um buraco sem fim. Preencher o vazio com matéria é a mesma coisa que jogar o valioso dinheiro ganho com tanto suor no lixo. Isso mesmo, no lixo.

Você vai me perguntar: - Então para quê que eu trabalho tanto se eu não posso comprar tudo aquilo que desejo?

Vai em frente, compre, mas não precisa comprar tudo o que ver pela frente. Entende até onde eu quero chegar? É claro que você precisa comprar comida, vestuário, brinquedos... mas o principal você já tem, que é você mesmo. Por exemplo: em vez de comprar um carro carésimo que vai te custar muito mais em financiamento, seguro, IPVA, licenciamento, manutenção... Por que não comprar um carro mais simples que vai lhe custar muito mais barato e que vai suprir a mesma funcão do outro que é te locomover de um lugar ao outro. Para quê comprar um apartamento muito maior do que você precisa, se endividar até as cuecas ou calcinhas e depois ficar morrendo de medo de ser mandado embora do trampo, porque VOCÊ mesmo se fez essa dívida. Tá vendo agora onde eu quero chegar? Linkando com o que o Robert Happé disse, o medo é algo que nós mesmos criamos, algo da mente e de nossas ações.

PLANEJAMENTO, é algo primordial em nossa vida, não compre por impulso. Mulher tem uma mania de comprar quando está triste, quando se sente frustrada e lá vai um sapatinho novo, uma bolsa nova... depois você vê que nem precisava... Em vez disso, guarde esse dinheiro, faça uma previdência privada, com desconto direto da conta, assim você já sabe que esse dinheiro está comprometido. Comprometa-se com você mesmo(a). Guarde para não chorar amanhã. Planeje cada passo, porque a gente nunca sabe o dia de amanhã. Sacrifício? É claro que é, ainda mais se você for uma pessoa em que dinheiro na mão é vendaval.

Não precisa comprar matéria para preencher o vazio. Existe dois tipos de vazio: o vazio cheio e o vazio vazio. Seja um vazio cheio, pois nós precisamos de espaço interno para fluir e respirar. E tenha certeza, você não vai preencher o seu vazio com matéria. Preencha com AMOR, PACIÊNCIA, SIMPLICIDADE. Preencha seu tempo com coisas boas. Ah não tem tempo? É melhor comprar um sapato ou um celular novo para preenchar o seu ego? Então terá que comprar muito, pois após a compra do produto, você já vai se sentir vazio.

Já viu como as crianças estão sendo mal acostumadas? Elas ganham tantos brinquedos que nem conseguem dar conta de tudo aquilo que ganham, daí enjoam logo, e já querem o que está na prateleira. É um consumo que dá medo, aliás, é isso o que os fabricantes querem, que você compre na velocidade que pensa. Pois a economia precisa girar, as pessoas precisam consumir de tudo, desde de roupas a remédios. É claro, pois em algum momento vocês ficarão doentes de tanta ansiedade, preocupação, dívidas que o corpo não vai aguentar, então vai consumir remédio como se fosse o alívio imediato para seus problemas, aliás esse assunto vale um post, quem sabe o próximo.

É isso pessoal, DESPRENDIMENTO TOTAL COM A MATÉRIA!

Namastê

2 comentários:

Marcos disse...

É verdade, o materialismo impregnou nossa mente de tal forma que criamos dificuldades, como dívidas e insatisfações, para nós mesmos.
Sentimos necessidade de consumir o mais moderno, mais caro... como se isso fosse nos trazer a felicidade, que nesse caso, acaba sendo momentânea, até o próximo desejo de consumo...
Preciso aprender a me desprender do material, acho que aliviaria um bocado as minhas insatisfações e preocupações com coisas que não são, na verdade, tão importantes.

Luiz Cláudio disse...

Vale a pena resgatar este despreendimento com antigos textos de grandes filosofos da humanidade,
socrates , santo agostinho, seneca e o proprio cristo...
devemos viver e não vegetar...